Informes Técnicos

CDME disponibiliza informes técnicos com resultados anuais para Raiva e diferenciais

Os laboratórios veterinários oficiais têm conduzido tradicionalmente a vigilância para doenças infecciosas críticas como: raiva, arboviroses, influenza, mormo entre outras. À medida que novas doenças infecciosas emergem e as conhecidas alteram seus padrões de distribuição, novas estratégias e táticas de vigilância precisam ser adotadas. As amostras coletadas e enviadas aos centros de diagnósticos por veterinários de campo oficiais e da iniciativa privada são cruciais para a detecção precoce de enfermidades emergentes ou pequenos focos de doenças conhecidas. Enfermidades que acometem grande número de animais são mais facilmente identificadas, contudo o grande desafio consiste em detectar pequenos focos antes que atinjam grandes proporções.

O vírus da raiva em animais já é objeto de vigilância no Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME) desde 1981. As técnicas utilizadas são imunofluorescência direta (IFD), prova biológica (PB) e histopatologia, atualmente incorporando a RT-PCR em tempo real. A vigilância da raiva possibilita rastrear, prevenir e minimizar a dispersão de animais infectados e/ou transmissão desta e outras doenças. Além da raiva, príons causadores das encefalopatias espongiformes transmissíveis (EETs) são investigados desde 2001. Para detectar outras enfermidades, em 2008 foi iniciado o isolamento viral e bacteriano. Buscando a melhoria continua em 2019 foram incorporados também os diagnósticos moleculares que, ao contrário do isolamento, detectam o material genético dos microrganismos sem que estes precisem estar vivos. Vírus, bactérias e protozoários que poderiam ter perdido a sua integridade durante a coleta e transporte até o laboratório passaram a ser detectados. O Paraná é um dos pioneiros em estabelecer este procedimento de forma prospectiva em todas as amostras suspeitas de doença neurológica na rotina diagnóstica laboratorial. 

Compilamos os resultados das amostras da vigilância para as síndromes neurológicas realizadas em 2019 e 2020. Entre os diagnósticos realizados estão vírus das Famílias Herpesviridae, Togaviridae e Flaviviridae além de protozoários da família Sarcocystidae. Em 2020 foram incluídos os ensaios para Babesia spp. e Theileria spp.  Há interesse em padronizar ensaios para identificação de membros das mesmas famílias de organismos, então em 2021 foi padronizado o ensaio consenso para identificação simultânea dos vírus da Família Herpesviridae. Este tipo de estratégia diagnóstica permite a otimização de custos com reagentes e mão de obra, além de possibilitar a detecção de outros vírus das mesmas famílias. A perspectiva futura é trabalhar com ensaios amplos que nos permitam mapear os vírus, bactérias e protozoários presentes, além de identificar doenças emergentes no estado do Paraná. Para isto são imprescindíveis os técnicos e veterinários de campo no trabalho de vigilância na detecção e controle de doenças. Estes veterinários devem reportar casos de doenças incomuns ou padrões que possam indicar presença de doenças exóticas.

Os informes técnicos com os resultados das doenças neurológicas estão disponíveis através do link abaixo. Para saber quais os agentes circulantes em cada município acesse os gráficos e tabelas com os resultados obtidos em 2019 e 2020.

Informe técnico com os dados da raiva e doenças neurológicas diferenciais 2019

Informe técnico com os dados da raiva e doenças neurológicas diferenciais 2020