Notícias

05/11/2019

Javali é tema de discussão na Câmara Técnica de Suinocultura

Os javalis são considerados um grande problema para a produção agropecuária e trazem impactos sanitários para os suínos e outras espécies de animais, bem como perdas de safras de grãos por depredação.

Para discutir o problema a Adapar participou, no último dia 31, da reunião da Câmara Técnica de Suinocultura, onde foi constituído um grupo para tratar especificamente desta temática. Essa primeira reunião ocorreu na Federação da Agricultura do Estado do Paraná – Faep, com a participação de várias entidades, como as Forças Armadas, Faep, Ibama, Adapar, Ministério da Agricultura e Associação Paranaense de Suinocultores - APS.

O coordenador do programa de sanidade dos suínos da Adapar, Teotônio de Castro, afirma que o objetivo é estabelecer estratégias para combater os principais efeitos danosos da invasão dos javalis no nosso território, pois o javali e os seus cruzamentos (suídeos asselvajados) constituem um grande desafio para a saúde animal, saúde pública, meio ambiente e produção agropecuária.

“Pelos últimos mapas de pesquisa de presença do javali no Estado, a população de suídeos asselvajados só tem aumentado sua distribuição em todo o território estadual e nacional”, relata Teotônio.

O grupo técnico delineou algumas estratégias a serem trabalhadas e a principal é a educação sanitária e ambiental das várias camadas da sociedade, tanto para esclarecer o efeito deletério dessa espécie exótica, como para conscientização de estratégias de biosseguridade nas granjas, e, da proibição da manutenção do javali em cativeiro, bem como produtos de sua cruza, os javaporcos. Outro grande tema é o manejo ambiental dos javalis, que merece maior interface e soma de esforços entre produtores rurais, associações de manejadores legalizados de javali, Serviço Veterinário Oficial, saúde pública, ambiental entre outras.

A Adapar faz um trabalho continuado para obtenção de amostras de soros de javalis abatidos em manejos legalizados de javali, a fim de fazer vigilância sorológica para Peste Suína Clássica – PSC. Isto para comprovar a não circulação viral no território paranaense, que tem status reconhecido internacionalmente pela Organização Internacional de Saúde Animal como “área Livre de PSC.

Fonte: Adapar

Recomendar esta notícia via e-mail:
Topo