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29/05/2018

NOTA TÉCNICA: Paralisação dos caminhoneiros e a saúde animal no Paraná

O Paraná consolidou a posição de estado maior produtor de carnes do país. Ao todo, os paranaenses são responsáveis por 21% da produção nacional. Um dos grandes destaques é a avicultura, setor no qual o estado é líder. Sozinho, o Paraná respondeu por 31,3% da produção brasileira de carne de frango. Em relação à suinocultura, o Paraná ocupa a segunda colocação nacional, respondendo por 21,3% do total produzido no país.

Diante do movimento de paralisação dos caminhoneiros, iniciada em 21 de maio, o transporte de cargas no país que depende fortemente do modal rodoviário, foi causador de prejuízos em diversas áreas. Além dos impactos imediatos na economia do país, como alto custo de itens básicos de alimentação, os prejuízos sanitários podem atingir grandes proporções.

1. Ração animal não chega às granjas, gerando situações de desnutrição, estresse, canibalismo nas aves, comprometendo o bem-estar animal e a sanidade dos rebanhos;
2. Plantas frigoríficas paralisadas;
3. Mortalidade dos animais, causada pela desnutrição, caquexia e estresse;
4. Impossibilidade de retirada dos animais das propriedades;
5. Descarte de leite nas propriedades rurais.

A Adapar vem acompanhando essa situação com o compromisso de minimizar os efeitos causados pela paralisação, sobre tudo os efeitos sanitários que as mortes dos animais podem ocasionar.

Os relatos dos Supervisores Regionais da Adapar revelam que ainda não temos quadro generalizado de morte de animais por inanição, mas se nos próximos três dias o impedimento ao trânsito de cargas de rações e de matérias-primas para fabricação de rações não for liberado, a crise do setor de proteína animal não poderá ser revertida. A região Oeste do Paraná concentra grande parte da produção de aves e suínos do Estado. Atualmente, a exemplo do município de Toledo, há cerca de 7 milhões de aves alojadas, que precisam receber ração e serem encaminhados para o abate.

Para evitar a mortandade nas propriedades rurais, Supervisores Regionais da Adapar têm buscado contatos com autoridades da Defesa Civil nas diversas regiões do estado, para que caminhões com cargas de animais vivos para abate e, de rações para as propriedades, tenham trânsito liberado ou recebam a escolta necessária.

Na impossibilidade de se evitar a morte dos animais, há necessidade de que a Adapar realize vistoria para descartar morte causada por doença de comunicação obrigatória e utilizar métodos seguros de eliminação das carcaças, em conjunto com o órgão ambiental responsável.

Curitiba, 29 de maio de 2018.

Rafael Gonçalves Dias
Gerente de Saúde Animal

Adriano Riesemberg
Diretor Presidente em exercício

Fonte: Adapar

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