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12/12/2017

Paraná Conquista Status Sanitário Diferenciado para Cancro Cítrico

No último dia 08 de dezembro, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) a Resolução nº 18, que reconhece o Paraná como área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico, conforme estabelece a IN 37/2016 MAPA.

Segundo o Gerente de Sanidade Vegetal, Marcílio Martins de Araújo, a resolução é positiva para a citricultura paranaense, pois estabelece que a bactéria está presente nos pomares comerciais das regiões sob SMR e, também certifica que o Estado possui todos os requisitos para mitigar o risco da transmissão da bactéria através da comercialização de frutos de citros "in-natura".
De acordo com o coordenador do Programa de Sanidade da Citricultura, José Croce Filho, o cancro cítrico é uma doença que interfere em acordos comerciais que implicam no trânsito de frutas para outros estados e países.

“A importância da resolução é atestar a condição e qualidade sanitária dos pomares paranaenses. Essa resolução admite que a bactéria está presente nos pomares de citros, porém sob controle oficial, que atrelado às orientações dos assistentes técnicos e à certificação fitossanitária, garante a não disseminação da praga”, explica Croce.

Para poder ser considerado área sob SMR, o Paraná precisa cumprir uma série de requisitos, tais como possuir variedades de plantas resistentes à doença, pomares com proteção de quebra-vento, realizar pulverizações preventivas com bactericida e efetuar o tratamento de frutos pós-colheita. “O Paraná tem todos os requisitos necessários para ter este status”, observa Croce Filho. Segundo ele, a bactéria existe no Estado, porém está oficialmente sob controle. “O Estado tem uma situação sanitária muito segura, o Paraná implantou a sua citricultura em cima destes requisitos”, afirma. Croce explica ainda que, diferente do greening (ou HLB), que é uma doença altamente destrutiva para os pomares, mas que não impacta a comercialização, o cancro cítrico é um limitador de mercado, uma vez que a doença pode ser transmitida pelos frutos contaminados. No caso do greening a transmissão se dá pela ação de um inseto vetor, o psilídeo.

A Resolução nº 18 atesta que 31 municípios do Paraná excetuam-se do disposto por serem considerados livres da praga (Adrianópolis, Agudos do Sul, Almirante Tamandaré, Araucária, Antonina, Balsa Nova, Bocaiuva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Curitiba, Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Guaraqueçaba, Guaratuba, Itaperuçu, Mandirituba, Matinhos, Morretes, Paranaguá, Pinhais, Piraquara, Pontal do Paraná, Quatro Barras, Rio Branco do Sul, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Tunas do Paraná). Esta condição foi atestada devido aos levantamentos amostrais oficiais de campo, durante cinco anos, com a adoção também de boas práticas agrícolas, porém de forma preventiva e não curativa, como no SMR. Com o reconhecimento oficial de área livre da praga os 31 municípios poderão receber empreendimentos que tenham por objeto a implantação de cultivos atualmente restritos para o Paraná.

O cancro cítrico é uma praga causada pela bactéria Xanthomonas citri citri, que ataca os citros (laranjas, limões, tangerinas, etc.).

Fonte: Adapar

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