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07/11/2017

Adapar participa de Simulado em Emergência Fitossanitária em Fraiburgo.

Fiscais da Adapar participaram do primeiro “Exercício Simulado em Emergências Fitossanitárias para o Fogo Bacteriano em Pomáceas”. O evento, que aconteceu nos dias 24 e 25 de outubro, foi realizado em Fraiburgo, Santa Catarina.

O Simulado foi composto por teorias e práticas a campo, relacionados ao tema. Na parte teórica, após explanação da metodologia de trabalho, foi discutida a Instrução Normativa número 34 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, que institui o plano de contingência para Erwinia amylovora. O pesquisador da Epagri de São Joaquim, Dr. Leonardo Araújo, proferiu a palestra sobre a bactéria causadora do Fogo Bacteriano.

A parte de prática no campo aconteceu nas fazendas do Grupo Fischer, empresa produtora de maçãs de Fraiburgo, que atuou como parceira do evento. Os participantes se dividiram em grupos e foram submetidos à situações que simularam a ocorrência da praga, onde tiveram que tomar decisões estratégicas e aplicar a legislação vigente.
O objetivo do simulado foi treinar os profissionais que atuam na defesa sanitária vegetal para uma eventual emergência fitossanitária. “A equipe precisa estar treinada e ter conhecimento sobre como agir caso aconteça a identificação ou entrada de uma praga quarentenária no Estado, e assim, promover de maneira correta a contenção, a supressão e a erradicação da praga”, afirma Alexandre Mees, Chefe de Divisão do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal de Santa Catarina.
Participaram pela Adapar as agrônomas Mara Stoco Gustman e Sabrina Jacques Farias, além de fiscais agropecuários do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, auditores do Mapa das superintendências do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Fogo Bacteriano
O Fogo Bacteriano, causado pela bactéria Erwinia amylovora, é uma doença grave, sendo que a sua evolução está relacionada a quantidade e virulência da bactéria, das condições ambientais favoráveis e do grau de suscetibilidade dos hospedeiros à doença. Embora ainda seja uma doença ausente no Brasil, possui alto potencial de dano econômico e epidemiológico.
A bactéria passa o inverno na forma de cancros hibernantes, formados na madeira no período vegetativo anterior. Na primavera e com condições ambientais favoráveis, a bactéria desenvolve-se produzindo o inóculo primário para desenvolver os sintomas da doença.
O inóculo primário é disseminado por insetos, chuva e vento, contaminando as flores e ramos em crescimento. Uma vez disseminado penetra nos tecidos através das aberturas naturais ou feridas causadas por agentes externos (poda, granizo, picada de insetos, etc.).
Normalmente os primeiros sintomas aparecem na primavera, podendo ser infetadas por Erwinia amylovora todas as partes verdes das plantas hospedeiras. Os frutos desidratam, ficando aderentes ao corimbo, podendo ser acompanhados do exsudado bacteriano característico da doença.
As folhas apresentam manchas de cor castanhas a negra nas margens e nervura central. Os ramos secam, ficam castanhos e a ponta encurva, conferindo a forma característica de “cajado de pastor”. Estes sintomas podem ser acompanhados de exsudado bacteriano se as condições climáticas forem favoráveis. Este exsudado também pode ser observado nos ramos e troncos, onde se desenvolve cancros em depressão, com fendas irregulares na casca, evidenciando um aspeto geral de “queima” advindo a designação de “fogo bacteriano”.
(Fonte: http://www.cidasc.sc.gov.br/blog/tag/fogo-bacteriano)

Fonte: Adapar

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