Febre Aftosa

Área Livre | Comprovação de Venda e de Vacinação | Campanhas de vacinação | Informações sobre aftosa | Legislação | Contato

Área Livre

O Paraná é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal - OIE como Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação (veja mapa com status atual), como a maioria das unidades da federação. A exceção é Santa Catarina, que é reconhecido como Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação.

O Estado do Paraná possui um rebanho de 9,2 milhões de bovinos e búfalos, distribuídos em 178.885 explorações pecuárias.

Fóruns Regionais: Paraná Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação (Acesso o cronograma e programação)

Dados de rebanho do Paraná (por município).

Resultado da última campanha de vacinação - novembro 2018.

Responsabilidades compartilhadas - Atribuições e responsabilidades dos governos federal, estaduais e setor privado (PNEFA).

Obrigatoriedade da Vacinação e da Comprovação

A aquisição e aplicação da vacina contra a febre aftosa é de responsabilidade dos proprietários dos animais. A vacinação e a comprovação são obrigatórias, estando prevista em legislação estadual. A não vacinação ou não comprovação implica em multa mínima de 10 UPF (Unidade Padrão Fiscal do Paraná), variando conforme o número de animais, além de não poder transportar seus animais para qualquer finalidade.

Comprovação de venda e aplicação (on line)
O produtor pode realizar a comprovação da vacinação pela internet. O link será disponibilizado em ocasião da campanha.

Atualização do Cadastro

Dados corretos no cadastro são fundamentais para a defesa sanitária animal, por isso o Comprovante de Vacinação e Atualização Cadastral é também utilizado para a atualização do cadastro do produtor no banco de dados da Adapar. Assim, todo proprietário de bovinos e búfalos é obrigado a informar a relação de todos os animais existentes na propriedade, preenchendo corretamente o comprovante.

Campanha de Vacinação contra Febre Aftosa

No Paraná, é adotada a estratégia de vacinação semestral de animais com até 24 meses de idade e vacinação anual de animais com mais de 24 meses. Assim, as campanhas de vacinação têm 2 etapas de imunização:

  • etapa de maio: são vacinados apenas bovinos e búfalos com até 24 meses de idade
  • etapa de novembro: vacinação de todos os bovinos e búfalos, de qualquer idade.

Com esta estratégia, os animais com até 24 meses são vacinados duas vezes ao ano e os acima de 24 meses, apenas uma vez.

Procedimentos na Campanha de Vacinação
1) A próxima Campanha de Vacinação Contra Febre Aftosa ocorre no mês de maio. A vacinação e sua comprovação são obrigatórias. A comprovação deve ser feita até o dia 31 de maio nas Unidades Locais de Sanidade Agropecuária da Adapar ou pela internet acessando a página da Adapar (www.adapar.pr.gov.br/ Acesso Rápido).
2) Na etapa de maio é obrigatório vacinar os bovinos e búfalos de até 24 meses de idade, incluindo os bezerros com poucos dias de vida.
3) O produtor deve comprar a vacina nas casas agropecuárias. Ao comprar a vacina deve obter a Nota Fiscal de compra da vacina e o Comprovante de Vacinação e Atualização Cadastral.
4) A dose da vacina mudou, agora é de 2 ml para todos os animais, independente do peso e tamanho. Só vacine bovinos e búfalos.
5) Preencher o Comprovante de Vacinação, relacionando corretamente a quantidade de animais existentes e de animais vacinados, por sexo e por idade. A quantidade de animais relacionada no Comprovante será cadastrada na ADAPAR e, portanto, deve ser exatamente igual ao existente na propriedade. Assim, o produtor deve aproveitar a vacinação para contagem dos animais e, somente depois, preencher o Comprovante de Vacinação.
6) Para fazer a comprovação da vacinação nas Unidades Locais de Sanidade Agropecuária: levar as duas vias do Comprovante de Vacinação e Atualização Cadastral e a Nota Fiscal da compra da vacina;
7) Se mais de um produtor fizer a vacinação em conjunto, deve ser preenchido um Comprovante para cada produtor;
8) Se o produtor tiver mais de uma propriedade, deve ser preenchido um Comprovante para cada uma delas.
9) Se numa mesma propriedade tiver a criação de bovinos e búfalos, preencher um Comprovante para cada espécie de animal.
Qualquer dúvida, procure esclarecimento nas Unidades Locais de sua região.

Recomendações

1) Sempre conservar a vacina em local resfriado, na geladeira ou caixa isotérmica com gelo; nunca expor ao sol. Somente transportar a vacina da loja agropecuária até a propriedade em caixa isotérmica com gelo, mantendo-a refrigerada até o momento da aplicação.
2) Aplicar a vacina com agulhas e seringas bem limpas e desinfetadas para evitar contaminações (antes de usar, deixe a seringa e agulhas em água fervente por 10 minutos). Agite bem o frasco antes de usar. Aplique com calma a vacina nos animais.
3) A dose a ser aplicada é de 2 ml, para todas as idades, tamanho e peso do animal. Essa é a dose correta, nunca aplique menos do que essa dosagem.
4) Aplicar a vacina na tábua do pescoço, via subcutânea ou intramuscular. Evite aplicar no posterior (“traseiro”) do animal que é região de carne nobre.
5) Realizar a vacinação o quanto antes, não deixando para os últimos dias da campanha.
6) E também não deixar para comprovar nos últimos dias.

Material de Divulgação

Áudio da campanha
Folder da campanha

A febre aftosa - informações sobre a doença

Doença infecciosa aguda, causada por vírus, sendo uma das mais contagiosas que atingem os bovinos, búfalos, ovinos, caprinos e suínos. Causa febre, seguida do aparecimento de vesículas (aftas) principalmente na boca e nos cascos, dificultando a movimentação e alimentação dos animais, o que acarreta elevada e rápida perda de peso e queda na produção de leite, tendo como consequência grandes prejuízos na exploração pecuária. O vírus está presente no epitélio e fluido das vesículas e também pode ser encontrado no sangue, saliva, leite, urina e nas fezes dos animais afetados. Qualquer objeto contaminado com uma dessas fontes de infecção torna-se uma perigosa fonte de transmissão da doença de um rebanho a outro. Os animais contraem o vírus por contato direto com outros animais infectados ou por alimentos e objetos contaminados. A doença é transmitida pela movimentação de animais, pessoas, veículos e outros objetos contaminados pelo vírus. Pessoas que lidaram com animais doentes também podem transmitir o vírus por meio de suas mãos, roupas e calçados.
Prejuízos: A principal consequência da ocorrência da febre aftosa é econômica. Devido ao alto poder de difusão do vírus e aos impactos econômicos provocados pela doença, os países e áreas livres de febre aftosa estabelecem fortes barreiras à entrada de animais susceptíveis e seus produtos oriundos de regiões com febre aftosa. Assim, basta apenas um foco desta doença (uma propriedade atingida) para haver restrição ao mercado internacional, e até mesmo ao mercado nacional, já que animais e produtos de origem animal ficam proibidos de serem comercializados para países livres ou áreas livres de febre aftosa. Essas barreiras têm efeitos negativos sobre a pecuária e na economia do país, com graves consequências sociais.

Como combater a febre aftosa

Entre as estratégias para combate da febre aftosa, estão a vacinação de animais, a atualização dos cadastros agropecuários, a vigilância, o controle do trânsito de animais e a manutenção de programas de comunicação e educação em saúde animal. As campanhas de vacinação ocorrem a cada seis meses, sempre em maio e novembro, somente para bovinos e búfalos. É fundamental a participação da sociedade que deve notificar a Adapar qualquer sinal suspeito de doença vesicular.

Transporte de animais

Importante: durante a campanha de vacinação, o transporte de bovinos e búfalos somente será autorizado após a realização da vacinação e da comprovação, tendo que aguardar o prazo previsto para movimentação, após a aplicação da vacina. O transporte de animais somente deve ser realizado com a GTA - Guia de Trânsito Animal. A GTA deve ser retirada para toda movimentação de animais (entrada e saída da propriedade), mesmo quando realizada dentro do mesmo município e entre vizinhos.

Legislação

Consulte a legislação sobre Febre Aftosa.

Coordenação do Programa Estadual "Paraná livre de febre aftosa"

aftosa@adapar.pr.gov.br

Notificação de suspeita de Doença Vesicular - Form notifica

Orientações para Fiscalização do Comércio de Vacinas Contra Febre Aftosa - Manual MAPA

Recomendar esta página via e-mail:
Topo